Em português

O intercultural não é fácil!

Da identidade

Traduction : Tassia Blanchet 

Em apenas dez minutos, a gente já falhou ao querer que todas as línguas estivessem no mesmo plano no site web…

Como não ficaria claro sem esse plano, a gente aceitou colocar a língua francesa em destaque. A partir do momento em que o menu apareceu, eu senti que Rémi estava contente.

Em seguida, a identidade gráfica entrou em campo. Foi preciso pensar sobre um signo não linguístico que representasse o Quiosque.

Maria começou a trabalhar. Eu achava tudo lindo! Mas era necessário ver o que eu via e adivinhar o que os outros veriam.

Sobre a primeira imagem, eu vi um quiosque com uma ponta em cima, o que me fez pensar nas minhas aulas de farsi. Eu estou aprendendo a desenhar o alfabeto e a colocar os pontos corretamente sobre as letras. Minha professora é muito paciente.

Maria me falou de uma mulher com os braços abertos carregando uma mesa. É a Rita, ela me disse.

Eu comecei a pensar que isso era realmente complicado.

Sobre a outra imagem, eu vi um copyright. A gente estava verificando a questão dos direitos sobre o site. Livre para uso? Ou vã tentativa de proteção intelectual? A gente tinha várias perguntas e poucas respostas.

Rémi disse que gostava da segunda, que ela parecia um pouco anarquista.

Eu quase me apavorei. Não porque eu não seja anarquista. E sim por causa de todos os possíveis significados de um desenho.

Porque Omar estava deitado e eu nos Pirineus, ainda não tinha pedido a opinião dos poliglotas. No site Analytics (que faz análise de dados na internet), a gente via que uma décima primeira região acabara de visitar a nossa página. Era a Califórnia. Os Pirineus se anunciavam esplêndidos! Eu disse não à pressão, e sim à polissemia!

Eu perguntei à Maria se ela podia colocar a mulher com os braços abertos dentro do círculo que Rémi achava anarquista. E basta.